Ilhabela consagra desempenho do veloz Felci 315

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O Felciuno, primeiro Felci 315 projetado pela italiana Felci Yachts e que será construído pela Delta Yachts, chegou à Semana de Vela de Ilhabela como ilustre desconhecido, sob comando do velejador e juiz internacional, Nelson Ilha, e experiente tripulação gaúcha do Veleiros do Sul (VDS). Venceu a primeira regata de sua classe, a ORC B, adquiriu prestígio e admiração junto aos demais concorrentes e se consagrou como vice-campeão da principal competição da vela oceânica do continente, além do quarto lugar na ORC Geral, a classe dos barcos considerados mais velozes.

A tripulação viveu a expectativa de uma contagiante contagem regressiva para colocar o Felciuno em condições de regata, lembra o velejador solitário e idealizador do projeto, Raimundo Nascimento. “Apenas dois dias antes da abertura da Semana de Vela conseguimos reunir a tripulação vinda de Porto Alegre para treinar. Havia 45 itens a serem ajustados e tudo foi feito em tempo recorde”.

Com a escassez de tempo diante de várias tarefas a serem realizadas, os tripulantes tiveram de chegar ao limite do esforço antes mesmo da primeira largada. “Estávamos muito ansiosos. Um acidente com Fernando Ilha, quando uma chave inglesa caiu da mão de um tripulante que estava no mastro diretamente em sua testa, criou mais apreensão sobre os treinos. Levamos o Fernando ao hospital de Ilhabela, onde ele levou dois pontos para estancar o sangue”, conta Raimundo. Apesar do corte, Fernando afirmou ao médico que retornaria imediatamente aos treinos e ganhou uma faixa de proteção na cabeça.

“Depois do acidente não tivemos mais nenhum problema, a não ser a luta na raia para mantermos o barco entre os primeiros colocados. A partir da primeira regata, os comentários sobre o desempenho do Felci 315 tornaram-se cada vez mais positivos. A equipe era frequentemente assediada para dar informações e explicar como o desconhecido veleiro podia andar tanto”, enfatiza Raimundo.

Futuro promissor – Após nove regatas e um descarte, o Felciuno encerrou a participação na ORC Geral com 48,5 pontos perdidos, apenas um ponto e meio atrás do terceiro colocado Cristabella, do Uruguai, campeão geral em 2015. O Felci 315 foi o menor barco entre os cinco primeiros, todos os demais acima de 40 pés. Neste ano o vencedor foi o Miragem. “Foi uma grata surpresa, um resultado excepcional”, avalia Raimundo. “Neste momento estamos preparando o molde na Delta Yachts de Gravataí (RS), para iniciarmos a produção em série do Felci 315. Diante da nossa atuação em Ilhabela, um amigo do projetista italiano Umberto Felci solicitou ao Estaleiro Delta a produção da primeira unidade. Futuro promissor para um pequeno veleiro que acaba de nascer”.

O comandante Nelson Ilha considera além da expectativa a participação do Felciuno como estreante em Ilhabela. “A campanha foi surpreendentemente positiva, para mim e tripulação. Não tivemos tempo para regular o barco e nem para treinar. Fomos melhorando ao longo da competição. Agora é importante avaliarmos os pontos fortes que devem ser preservados nos barcos que serão construídos em série”, argumenta o juiz de cinco Olimpíadas.

Para o trimmer (regulador de velas) Marcos Ribeiro, em breve o Felciuno poderá estar ainda mais veloz. “Gostei muito porque me senti velejando ao mesmo tempo em um barco estável e sensível. Nas regatas, reage com precisão aos ajustes e também oferece o conforto de uma embarcação de cruzeiro. E ainda nem tivemos a oportunidade de aprimorar a medição, o que resultará em um certificado com “rating” bem mais adequado. Se já fomos bem no tempo corrigido com o primeiro certificado, está claro que o barco tem potencial para andar muito mais na próxima medição”.

Rapidez e conforto – Entre mais de 130 embarcações, o Felciuno 315 competiu na 43ª Semana de Vela de Ilhabela como uma das principais novidades do mercado náutico da vela. O veleiro da marca gaúcha Delta Yachts foi desenhado pelo italiano Umberto Felci, responsável pelos projetos da francesa Dufour Yachts e da italiana Grand Soleil. O barco de 31,5 pés tem casco de fibra de vidro, mastro e retranca de alumínio, quilha em “T”, com bulbo de chumbo, calado de 1,95m e boca de 3,20m.

fonte: assessoria

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