Salvador recebe a Transat Jacques Vabre após 10 anos

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Dez anos desde a última edição na Bahia, a Transat Jacques Vabre, maior regata transatlântica da mundo, terá Salvador como chegada na edição de 2017. A cidade brasileira disputava a candidatura para sediar o evento, que ocorre em novembro, com a colombiana Cartagena. O anúncio oficial foi feito na última terça-feira (14), na França.

A cidade recebeu a competição de 2001 a 2007 (a cada dois anos) e, ao lado de Itajaí (SC), são as únicas duas cidades brasileiras a serem porto de chegada da travessia. A largada oficial para a 13ª edição será dada no dia 5 de novembro, em Le Havre, e a previsão é de que os primeiros veleiros cheguem a Salvador no fim do mesmo mês. O trajeto terá ao todo 4.350 milhas náuticas – 8.056 quilômetros até a chegada na Baía de Todos os Santos.

“Esse percurso transatlântico que liga o Norte ao Sul [França e o Brasil] é mais exigente que uma simples travessia de Leste a Oeste. Requer dos velejadores qualidade técnica, planejamento estratégico, um bom conhecimento meteorológico e uma excelente condição física para completar o percurso”, explica Sylvie Viant, diretora de prova da Transat Jacques Vabre. Na última edição, 42 barcos participaram da disputa.

No ano em que a cidade de Salvador festeja seus 468 anos e a cidade de Le Havre completa meio milênio, a escolha da capital baiana marca também uma parceria entre as duas cidades, ambas consideradas patrimônio da humanidade pela Unesco. “A edição de 2017 marca o retorno a um local histórico e emblemático para nós, que já recebeu várias vezes o evento”, afirma Xavier Mitjavila, presidente da JDE France e da Associação Transat Jacques Vabre.

Relação íntima com o Brasil
Embora o Brasil tenha um currículo vitorioso em Olimpíadas, a Transat Jacques Vabre é uma das poucas competições em que o país fez história na vela de oceano. Em 2005, Walter Antunes foi o primeiro brasileiro a fazer o mesmo trajeto entre Le Havre e Salvador. Já em 2015, o campeão olímpico Edu Penido e Renato Araújo formaram a primeira equipe verde-amarela em 24 anos de regata.

Se o número de participantes brasileiros ainda é baixo, por outro lado o Brasil é o país que mais vezes recebeu o evento, seguido justamente pela Colômbia. Com uma edição a cada dois anos, Salvador foi a cidade de chegada entre os anos de 2001 e 2007. Já em 2013 e 2015, foi a cidade catarinense de Itajaí a segunda representante brasileira.

Sobre a regata
A regata, que é disputada em duplas, larga sempre da cidade portuária de Le Havre, na Normandia, com destino a um país produtor de café, característica que lhe rendeu o apelido de “Rota do Café”. Em 2013, a regata reuniu mais de 590 mil visitantes nas duas Vilas da Regata (Le Havre e Itajaí).

Participam quatro classes de veleiros: Class40, Multi50, IMOCA e Ultime, com 40, 50, 60 e até 100 pés respectivamente. A travessia ligando a Europa à América é disputada com apenas dois velejadores a bordo, que se revezam no comando da embarcação.

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