Conversamos com Renato Cunha, capitão do Ventaneiro, vencedor da Buenos Aires – Rio

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No último final de semana o Ventaneiro, de Renato Cunha, levou mais uma vez a bandeira brasileira para o alto do pódio em uma regata oceânica internacional. Desta vez o título veio na Buenos Aires – Rio, exatamente 30 anos depois que Renato estabeleceu um novo recorde para o trajeto de 1200 milhas a bordo do Cisne Branco, da Marinha Brasileira. Desta vez foram necessários 7 dias, 14 horas, 46 minutos e 22 segundos até a Cidade Maravilhosa. Estavam a bordo: Ricardo Ermel, André Nahoum, Felipe Diniz, Breno Osthoff, Alfredo Rovere e Sergio Goretkin Filho.

Fazer a regata foi fácil e o mais interessante desta história toda é que o time não estava preparado para tal. Não que não sejam excelentes velejadores, mas sim, por que a decisão de participar da regata foi completamente no susto.

“Decidimos disputar a Buenos Aires – Rio depois de uma das regatas do Circuito Atlántico Sur, em Punta del Este, uns dias antes. Já que teríamos que levar o barco de volta para o Rio, então por que não ir até Buenos Aires e de lá disputar uma regata até em casa? Na hora cinco tripulantes toparam, convidei mais dois e só conseguimos realmente deixar tudo em ordem umas 20 horas depois da largada da regata”, conta Renato, que antes de partir para o Rio ainda teve que arrumar um problema na quilha do barco. “Para se ter ideia, foi tudo tão corrido que fizemos as compras dos mantimentos na manhã da largada”, completou.

Lógico que nenhuma regata é tão divertida sem alguns percalços, que acabam virando histórias para serem contadas no clube por muitos anos. Logo após a largada o time precisou descer a vela grande para fazer um reparo e mexer na tala. Algumas horas mais tarde, a parte hidráulica do backstay também apresentou problema, que abou sendo resolvido posteriormente. Com a regata já em curso, as coisas foram se ajeitando e a preocupação foi apenas em fazer com que o barco velejasse o mais rápido possível em cada condição.

A previsão do tempo foi perfeita para eles, com vento forte vindo de proa na maioria do percurso, condições ideais para o barco.

“Só teríamos chance de vencer a regata com vento forte de contra-vento, que é a situação que o barco rende. No sul do Brasil pegamos umas horas de calmaria e na chegada, ficamos parados perto do Forte de Imbuí umas três horas até a linha da chegada perto da ilha da Laje. Foi um momento muito duro, após 1350 milhas você ver a linha de chegada e não conseguir cruzar. Tivemos que esperar a maré virar e aproveitamos quando ela começou a encher para cruzar a linha. O Mercenário ainda nos passou nesta, mas o nosso resultado foi excelente e serviu para coroar todo o esforço da tripulação”, disse o comandante.

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