NN especial Veleiros Clássicos Brasileiros: PELIKAN

 

O Pelikan nasceu de um projeto do Arquiteto americano Gary Mull, inicialmente para os irmãos os Gugeon que há muitos anos fabricam e fornecem nos Estados Unidos adesivos epóxi para construção naval com a marca West Systems. O projeto encomendado chamado de Holtflash era uma half tonner todo construído pelo método de MLSE – ou seja, Madeira Laminada Saturada em Epóxi.

O casco é todo construído com quatro camadas da leve madeira Cedro em laminas fininhas de quatro mm cada, sendo que cada camada tem a fibra da madeira em um sentido, formando ao final uma trama. Todas estas laminas são coladas entre si com colas epóxi impregnante que penetram na madeira e também serve de material de aderência entre as madeiras. O resultado é um conjunto extremamente forte, leve e ao contrario que muitos pensam, a madeira e´totalmente impermeável devido ao epóxi.

O Pelikan tem uma historia interessante, que quando nasceu e foi construído também em MLSE no ano de 1976 era para ser o plug do Fast 320, e o casco ser do empresário dono da Fast. Só que teve seu projeto abortado na ocasião com a chegada dos moldes ingleses dos famosos Fast 303 (Half Tonner) e do famosíssimo Fast 345, ambos Ron Roland.

Com a desistência desta construção, mas com o casco já bem construído em MLSE, foi vendido inicialmente para um arquiteto e velejador (que não concluiu o projeto) e posteriormente terminado por Raymond Grantham, atual dono do barco. O convés do projeto original de uma Half Tonner, não se prestava para um barco de cruzeiro e foi todo redesenhado, assim como seu interior que é como está hoje. E serviu confortavelmente para viagens familiares de férias para cinco pessoas. Todo o casco, quilha, leme e mastreação seguem fielmente o projeto original do Arquiteto Gary Mull (o mesmo do famoso Ranger 22). O resultado foi um barco dócil de velejar, muito equilibrado e seguro em ventos fortes.

“Com o Pelikan, temos participado de varias viagem e passeios entre Guarujá e Angra dos Reis e também de inúmeras regatas regionais em Santos. Pela idade do veleiro, hoje participa como RGS Silver (Clássicos) obtendo várias posições de destaque. Inclusive, na ultima regata Volta a Ilha de Arvoredos ganhamos no tempo corrigido da famosa e grande escuna Atrevida que agora completa 93 anos”, conta Raymond.

Texto por Raymond Grantham

 

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