COI confirma 10 classes para Tóquio 2020, mas diminui número de atletas

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O Comitê Olímpico Internacional anunciou na semana passada que as dez classes que fizeram parte do programa olímpico da Rio 2016 serão mantidas para Tóquio 2020. No entanto, o número de atletas será reduzido, passando de 380 para 350. A ideia é que o número de homens e mulheres fique mais parecido. No Rio participaram da competição 217 homens e 163 mulheres.

“Reduzir o número de velejadores é desapontador. Esta redução vai impactar no desenvolvimento da vela olímpica e agora teremos que rever as cotas para 2020 e o impacto no nosso programa e iremos discutir este problema com o COI nos próximos dias”, disse Kim Andersen, presidente da World Sailing.

Farão parte do programa de Tóquio as seguintes classes:

49er (masculino)
49erFX (feminino)
Laser Standard (masculino)
Laser Radial (feminino)
RS:X (masculino e feminino)
Nacra 17 (misto)
Finn (masculino)
470 (masculino e feminino)

CIR promove Regata Batalha Naval do Riachuelo

 

No próximo dia 24 de junho o Clube Internacional de Regatas vai promover a Regata Batalha Naval do Riachuelo em parceria com a SOAMAR. Estão convidadas as classes de oceano IRC, RGS, RGS Silver, Veleiros de Oceano 23 pés e Clássicos; e de monotipo Dingue, Holder, Laser, Open Bic e Aberta. O percurso será informado pela CR até no máximo 20 minutos antes da largada. As inscrições são gratuitas, porém é necessário preencher uma ficha e deixar na secretaria do clube ou enviar por email para nautica@inter.org.br.

Confira a Instrução de Regatas aqui.

Classe HPE25 disputa Campeonato Brasileiro em Ilhabela

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A Classe HPE 25 se reúne e leva o talento de seus velejadores à Ilhabela (SP), onde será realizado o 13º Campeonato Brasileiro, de 15 a 18 de junho. Há previsão de cerca de 25 embarcações alinhadas nas raias do Canal de São Sebastião, com a sede do evento no Saco da Capela, a 750 metros da Vila, o centro de Ilhabela.

A flotilha nacional de HPE 25 abrange atualmente o expressivo número de 60 barcos, o que ratifica a evolução da classe que estreou em Ilhabela em 2003 e hoje tem competições frequentes, principalmente na própria ilha, Represa Guarapiranga (SP) e Rio de Janeiro, além das atividades em Florianópolis e Salvador. O Campeonato Brasileiro de HPE 25 é disputado anualmente desde 2005 com sede alternada entre Ilhabela e Rio de Janeiro.

O Rio Sail Tech, de Victor Demaison Jr, venceu em 2016 no Rio de Janeiro. Em 2015, em Ilhabela, o título ficou com o Magoo, de Augusto Falletti. Neste ano, exímios conhecedores dos ventos e correntezas da ilha, os tripulantes locais fazem do Ginga um dos favoritos. “Apesar da conquista recente no Paulista, temos de conter o otimismo devido ao elevado nível técnico da flotilha. Nossos concorrentes são fortes e irão muito motivados para a raia”, avalia o comandante do Ginga, Breno Chvaicer.

O Ginga venceu Semana de Vela de Ilhabela na HPE 25 em 2016 e em abril deste ano conquistou o Campeonato Paulista na Represa Guarapiranga. Embalado pelo retrospecto vitorioso, o desafio do Ginga a partir de quinta-feira (15) será a luta pelo tricampeonato brasileiro, após os títulos de 2011 e 2013, ambos em Ilhabela, considerada como o quintal de casa do barco tipicamente caiçara.

Equilíbrio na raia
Apesar da força do Ginga competindo “em casa”, muitos de seus adversários podem ser colocados em condições de igualdade devido ao talento de suas tripulações. Um dos mais experientes velejadores da classe HPE 25, Rique Wanderley, comandará o sempre favorito Bond Girl. “Nas manobras, a maioria das equipes está nivelada, todos estão muito bem treinados. Nós ainda precisamos adquirir um pouco mais de velocidade para pensarmos em um bom resultado no Brasileiro”, considera o timoneiro do Bond Girl.

Wanderley adota o desempenho dos três primeiros colocados no recente Campeonato Paulista para eleger seus favoritos. “Podemos destacar Ginga, Atrevido e Phoenix com chances reais de vencer em Ilhabela. O Fábio Bocciarelli (Atrevido) tem uma equipe muito bem entrosada enquanto o Phoenix conta com as experiências de Eduardo Souza Ramos e Bochecha (André Fonseca)”, opina o velejador paulista.

O Bond Girl já esteve no alto do pódio do Campeonato Brasileiro da classe: foi campeão em 2008, em Búzios (RJ).  O barco ainda soma em sua galeria de vitórias, três títulos da tradicional Semana de Vela de Ilhabela, o último em 2015. “Não vai ser fácil para ninguém. Será um campeonato muito acirrado. A HPE 25 é, sem dúvida, a mais forte e mais disputada entre as classes one design”, conclui o comandante Wanderley.

Campeões Brasileiros da classe HPE 25*
2007 / Ilhabela – Tigre (Marcos Adler – RJ)
2008 / Búzios – Bond Girl (Rique Wanderley – SP)
2009 / Ilhabela – Tigre (Marcos Adler – RJ)
2010 /Angra dos Reis – Max (Bruno Prada – SP)
2011 / Ilhabela – Ginga (Breno Chvaicer – Ilhabela)
2012 / Rio de Janeiro – Atik (Henrique Hadad – RJ)
2013 / Ilhabela – Ginga (Breno Chvaicer – Ilhabela)
2014 / Rio de Janeiro – Relaxa (Haroldo Solberg – RJ)
2015 / Ilhabela – Magoo (Augusto Falletti – SP)
2016 / Rio de Janeiro – Rio Sail Tech (Victor Demaison Jr. – RJ)

*Em 2005 e 2006 houve disputa informal da classe. O Campeonato Brasileiro de HPE 25 teve início oficial em 2007.

Fonte: Assessoria de imprensa
Foto: Marcos Méndez

 

Emirates Team New Zealand está a uma vitória de disputar mais uma America´s Cup

O final de semana foi super agitado para os velejadores que estão na disputa pela vaga da America´s Cup. Começando pela disputa da semi-final dos playoffs que garantiram a vaga do Artemis na final.

O time de Nathan Outteridge venceu o experiente Dean Barker, comandante do SoftBank Team Japan, de virada, por 5 a 3. O Artemis chegou na raia na sexta-feira com uma vitória e três derrotas, porém, conseguiu somar quatro vitórias consecutivas, virando o jogo e garantindo a vaga na disputa contra o ETNZ na final sem que a nona regata da série fosse necessária.

Já no sábado e no domingo foram disputadas as primeiras regatas da fase final entre o Artemis e o Emirates Team New Zealand. Também em uma melhor de cinco (com nove regatas possíveis), o ETNZ venceu quatro até agora e perdeu duas. Mais uma vitória e o campeão olímpico de 49er na Rio 2016 Peter Burling garante a vaga na America´s Cup.

 

Meninas do Brasil conquistam dois ouros na Copa do Mundo de Vela

Cem por cento de aproveitamento e duas medalhas de ouro na bagagem. É assim que a Equipe Brasileira de Vela volta de Santander, na Espanha, onde acontece até domingo a etapa final da Copa do Mundo da World Sailing. Nas regatas da medalha deste sábado, dia 10, Martine Grael e Kahena Kunze garantiram o terceiro título em três etapas internacionais este ano na classe 49er FX. E Patrícia Freitas conquistou o ouro garantido antecipadamente na RS:X feminina.

“Estamos muito felizes por vencer esta etapa final da Copa do Mundo. Foi uma competição difícil, com todo mudo andando muito próximo. A gente teve um começo difícil na medal race, pois sofremos uma penalidade e tivemos de nos recuperar. A única coisa em que pensávamos é que ainda tínhamos três voltas pela frente e que poderíamos nos recuperar. E foi o que fizemos”, afirmou Martine Grael.

O lindo sábado na baía de Santander coroou um ano até aqui perfeito para Martine e Kahena, que também foram campeãs das duas outras etapas da Copa do Mundo da World Sailing, em Miami (EUA) e Hyères (FRA). As brasileiras chegaram à regata da medalha na primeira colocação geral, mas apenas três pontos à frente das britânicas Charlotte Dobson e Saskia Tidey. As campeãs olímpicas terminaram a prova em quarto lugar, duas posições à frente das adversárias, e conquistaram o ouro com 43 pontos perdidos.

Na RS:X Feminina, Patrícia Freitas disputou a regata da medalha precisando apenas evitar uma desqualificação para conquistar o ouro. Chamada de “imparável” pela mídia local após acumular cinco vitórias em 12 regatas na fase de classificação, velejou com tranquilidade. Chegou em oitavo lugar e assegurou o título com 39 pontos perdidos.

“Um ouro numa final de Copa do Mundo é um resultado excelente, e estou muito feliz! Foi ótimo velejar aqui, as condições do mar estavam incríveis, e foi também um prazer velejar com essas meninas. As regatas tiveram um nível altíssimo, com três medalhistas olímpicas. É muito legal poder vencer em uma flotilha tão competitiva”, avaliou Patrícia, referindo-se à chinesa Chen Peina e à russa Stefania Elfutina (prata e bronze nos Jogos Rio 2016), além da polonesa Zofia Noceti-Klepacka (bronze em Londres 2012).

Classificação Final 49erFX

1º Martine Grael e Kahena Kunze (BRA) – 43 p.p.
2º Charlotte Dobson e Saskia Tidey (GBR) – 50 p.p.
3º Lili Sebesi e Albani Dubois (FRA) – 57 p.p.

Classificação Final RS:X Feminina

1º Patrícia Freitas (BRA) – 39 p.p.
2º Lu Yunxiu (CHI) – 47 p.p.
3º Stefania Elfutina (RUS) – 67 p.p.

Fonte: assessoria