Dee Caffari será comandante do Turn The Tide On Plastic, sexto confirmado na VOR

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A Volvo Ocean Race anunciou nesta terça-feira que a britânica Dee Caffari será a comandante do sexto barco inscrito na edição 2017-18 da competição. Caffari é veterana da VOR (competiu na última edição a bordo do Team SCA, tripulação 100% feminina) e de regatas de volta ao mundo (foi a primeira mulher a dar a volta ao mundo de oeste para leste sem paradas e sem assistência, em 2006, e a primeira mulher a completar a Vendée Globe em 2009, se tornando a primeira mulher a dar a volta ao mundo em solitário e sem paradas nas duas direções) e estará no comando do Turn The Tide On Plastic, que contará com o apoio da Mirpuri Foundation e da Ocean Family Foundation, entidades que buscam a saúde dos oceanos.

A ideia de Caffari é que o time seja metade feminino e metade masculino, com velejadores na casa dos 30 anos. Como a Mirpuri Foundation é portuguesa, dois dos velejadores serão de Portugal.

O Turn The Tide On Plastic se junta aos já confirmados AkzoNobel (Simeon Tienpont, Holanda), Dongfeng Race Team (Charles Caudrelier, França), MAPFRE (Xabi Fernández, Espanha), Vestas 11th Hour Racing (Charlie Enright, EUA) e Team Sun Hung Kai/Scallywag (David Witt, Austrália) na regatta que largará em outubro.

 

Samuca Albrecht desfaz dupla com Isabel Swan e passa a velejar com Bruna Martinelli

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A classe Nacra 17 brasileira tem nova dupla com pretensão de estar nos Jogos de Tóquio em 2020. O gaúcho Samuel Albrecht e pernambucana Bruna Martinelli depois de dois meses velejando juntos em Porto Alegre dão início a campanha olímpica. Após a Copa Brasil de Vela realizada em março em Porto Alegre, Samuca e Isabel Swan, nossos representantes na Nacra 17 nos Jogos do Rio 2016, desfizeram a parceria. No lugar da velejadora carioca entrou Bruna, 30 anos, que competia na prancha a vela olímpica e foi campeã sul-americana 2016. Ela veio de muda para o Sul e desde o começo de abril treina no Veleiros do Sul.

Depois de período de adaptação os dois velejadores oficializaram a dupla e a campanha para Tóquio 2020, por enquanto os treinos estão concentrados no Guaíba. Bruna, que competiu na Copa Brasil ainda na classe RS:X e ficou em segundo atrás de Patrícia Freitas, diz que não sentiu dificuldade em velejar na nova classe.

– Comecei na Optimist, passei por outros monotipos, como a Hobie 16, e oceano. Nos últimos tempos me fixei na prancha vela olímpica na qual consegui vários títulos, mas não estou na Equipe Brasileira de Vela 2017. Então resolvi experimentar a Nacra 17. Há muita relação no velejar entre todos os barcos, por isso não estranhei e também minha condição física favorece assumir a proa no Nacra.

Samuca conta que viu na Bruna um biótipo certo para velejar no barco. “Eu fiz o convite e ela topou esse desafio”.

– Nós estamos no início da campanha e começamos a definir nossos objetivos. Nesse ano queremos correr a Copa Brasil em dezembro em Ilhabela e o Sul-americano da classe que ainda não está com data marcada. Nós vamos treinar muito em Porto Alegre. Em 2018 queremos velejar no novo Nacra 17 foiling, barco que fará parte do programa da vela nos Jogos de Tóquio.

A compra de barco está nos planos de Samuca para o próximo ano e também participar de competições internacionais. Ao desfazer a dupla com Isabel Swan, Samuca perdeu a vaga da Equipe Brasileira de 2017 da CBVela, obtida ao vencer a Copa Brasil nesse ano.

– São investimentos que precisarei fazer, conto com o apoio do Crioula Sailing Team, do Veleiros do Sul e Ministério do Esporte, enquanto Bruna conta com o do Time Pernambucano do governo estadual, mas necessitaremos buscar outros apoiadores.

Deixar o calor de Recife para treinar nas águas geladas do Guaíba nessa época do ano não foi problema para Bruna. Ela comenta que já velejou em outros países e está adaptada.

– O pessoal aqui do Veleiros me recebeu muito bem e então sinto-me à vontade, moro no Clube e faço o treinamento físico na academia, já estou me acostumando aqui no Sul.

Chegar até Tóquio será uma busca permanente para atingir metas a cada ano, mas na cultura brasileira gaúchos e pernambucanos sempre foram conhecidos pela proximidade no espírito combativo.

America´s Cup terá ETNZ contra Oracle Team USA pela terceira vez consecutiva

Pela terceira vez consecutiva a America´s Cup vai ser disputada entre o Golden Gate Iate Clube (EUA) e o Royal New Zealand Yacht Squadron (NZL). A vaga na disputa pela tão sonhada taça foi conquistada pelo ETNZ, comandado por Peter Burling, nesta segunda-feira nas Bermudas, sede da 35ª edição da competição após vencer o único match do dia contra o Artemis Racing. Burling agora se prepara para enfrentar o Oracle Team USA, de James Spithill, a partir do dia 17 de junho.