Volvo Ocean Race passa a ser disputada de dois em dois anos

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As próximas edições da Volta ao Mundo já estão com datas marcadas: 2019-20, 2021-22 e 2023-24.  A organização anunciou a mudança na periodicidade da competição, que passa a ser de dois em dois anos e não três em três como era até hoje. Esta mudança terá um impacto positivo no valor comercial do evento, bem como nas equipes profissionais de vela e nas cidades-sede. Nas últimas edições, Portugal e o Brasil fizeram parte do maior evento de vela oceânica do planeta. 

“Um ciclo mais curto significa que podemos encurtar cada edição por alguns meses. O atual formato é de até nove meses. No entanto, vamos chegar a  mais mercados agora”, disse Mark Turner, CEO da Volvo Ocean Race. “Ao mesmo tempo, fortaleceremos o ADN da regata, que está sempre em todo o mundo e em todos os oceanos, principalmente na Antártida que é seu coração”. Continuar lendo “Volvo Ocean Race passa a ser disputada de dois em dois anos”

Dee Caffari será comandante do Turn The Tide On Plastic, sexto confirmado na VOR

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A Volvo Ocean Race anunciou nesta terça-feira que a britânica Dee Caffari será a comandante do sexto barco inscrito na edição 2017-18 da competição. Caffari é veterana da VOR (competiu na última edição a bordo do Team SCA, tripulação 100% feminina) e de regatas de volta ao mundo (foi a primeira mulher a dar a volta ao mundo de oeste para leste sem paradas e sem assistência, em 2006, e a primeira mulher a completar a Vendée Globe em 2009, se tornando a primeira mulher a dar a volta ao mundo em solitário e sem paradas nas duas direções) e estará no comando do Turn The Tide On Plastic, que contará com o apoio da Mirpuri Foundation e da Ocean Family Foundation, entidades que buscam a saúde dos oceanos.

A ideia de Caffari é que o time seja metade feminino e metade masculino, com velejadores na casa dos 30 anos. Como a Mirpuri Foundation é portuguesa, dois dos velejadores serão de Portugal.

O Turn The Tide On Plastic se junta aos já confirmados AkzoNobel (Simeon Tienpont, Holanda), Dongfeng Race Team (Charles Caudrelier, França), MAPFRE (Xabi Fernández, Espanha), Vestas 11th Hour Racing (Charlie Enright, EUA) e Team Sun Hung Kai/Scallywag (David Witt, Austrália) na regatta que largará em outubro.

 

Samuca Albrecht desfaz dupla com Isabel Swan e passa a velejar com Bruna Martinelli

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A classe Nacra 17 brasileira tem nova dupla com pretensão de estar nos Jogos de Tóquio em 2020. O gaúcho Samuel Albrecht e pernambucana Bruna Martinelli depois de dois meses velejando juntos em Porto Alegre dão início a campanha olímpica. Após a Copa Brasil de Vela realizada em março em Porto Alegre, Samuca e Isabel Swan, nossos representantes na Nacra 17 nos Jogos do Rio 2016, desfizeram a parceria. No lugar da velejadora carioca entrou Bruna, 30 anos, que competia na prancha a vela olímpica e foi campeã sul-americana 2016. Ela veio de muda para o Sul e desde o começo de abril treina no Veleiros do Sul.

Depois de período de adaptação os dois velejadores oficializaram a dupla e a campanha para Tóquio 2020, por enquanto os treinos estão concentrados no Guaíba. Bruna, que competiu na Copa Brasil ainda na classe RS:X e ficou em segundo atrás de Patrícia Freitas, diz que não sentiu dificuldade em velejar na nova classe.

– Comecei na Optimist, passei por outros monotipos, como a Hobie 16, e oceano. Nos últimos tempos me fixei na prancha vela olímpica na qual consegui vários títulos, mas não estou na Equipe Brasileira de Vela 2017. Então resolvi experimentar a Nacra 17. Há muita relação no velejar entre todos os barcos, por isso não estranhei e também minha condição física favorece assumir a proa no Nacra.

Samuca conta que viu na Bruna um biótipo certo para velejar no barco. “Eu fiz o convite e ela topou esse desafio”.

– Nós estamos no início da campanha e começamos a definir nossos objetivos. Nesse ano queremos correr a Copa Brasil em dezembro em Ilhabela e o Sul-americano da classe que ainda não está com data marcada. Nós vamos treinar muito em Porto Alegre. Em 2018 queremos velejar no novo Nacra 17 foiling, barco que fará parte do programa da vela nos Jogos de Tóquio.

A compra de barco está nos planos de Samuca para o próximo ano e também participar de competições internacionais. Ao desfazer a dupla com Isabel Swan, Samuca perdeu a vaga da Equipe Brasileira de 2017 da CBVela, obtida ao vencer a Copa Brasil nesse ano.

– São investimentos que precisarei fazer, conto com o apoio do Crioula Sailing Team, do Veleiros do Sul e Ministério do Esporte, enquanto Bruna conta com o do Time Pernambucano do governo estadual, mas necessitaremos buscar outros apoiadores.

Deixar o calor de Recife para treinar nas águas geladas do Guaíba nessa época do ano não foi problema para Bruna. Ela comenta que já velejou em outros países e está adaptada.

– O pessoal aqui do Veleiros me recebeu muito bem e então sinto-me à vontade, moro no Clube e faço o treinamento físico na academia, já estou me acostumando aqui no Sul.

Chegar até Tóquio será uma busca permanente para atingir metas a cada ano, mas na cultura brasileira gaúchos e pernambucanos sempre foram conhecidos pela proximidade no espírito combativo.

America´s Cup terá ETNZ contra Oracle Team USA pela terceira vez consecutiva

Pela terceira vez consecutiva a America´s Cup vai ser disputada entre o Golden Gate Iate Clube (EUA) e o Royal New Zealand Yacht Squadron (NZL). A vaga na disputa pela tão sonhada taça foi conquistada pelo ETNZ, comandado por Peter Burling, nesta segunda-feira nas Bermudas, sede da 35ª edição da competição após vencer o único match do dia contra o Artemis Racing. Burling agora se prepara para enfrentar o Oracle Team USA, de James Spithill, a partir do dia 17 de junho.

 

 

COI confirma 10 classes para Tóquio 2020, mas diminui número de atletas

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O Comitê Olímpico Internacional anunciou na semana passada que as dez classes que fizeram parte do programa olímpico da Rio 2016 serão mantidas para Tóquio 2020. No entanto, o número de atletas será reduzido, passando de 380 para 350. A ideia é que o número de homens e mulheres fique mais parecido. No Rio participaram da competição 217 homens e 163 mulheres.

“Reduzir o número de velejadores é desapontador. Esta redução vai impactar no desenvolvimento da vela olímpica e agora teremos que rever as cotas para 2020 e o impacto no nosso programa e iremos discutir este problema com o COI nos próximos dias”, disse Kim Andersen, presidente da World Sailing.

Farão parte do programa de Tóquio as seguintes classes:

49er (masculino)
49erFX (feminino)
Laser Standard (masculino)
Laser Radial (feminino)
RS:X (masculino e feminino)
Nacra 17 (misto)
Finn (masculino)
470 (masculino e feminino)

CIR promove Regata Batalha Naval do Riachuelo

 

No próximo dia 24 de junho o Clube Internacional de Regatas vai promover a Regata Batalha Naval do Riachuelo em parceria com a SOAMAR. Estão convidadas as classes de oceano IRC, RGS, RGS Silver, Veleiros de Oceano 23 pés e Clássicos; e de monotipo Dingue, Holder, Laser, Open Bic e Aberta. O percurso será informado pela CR até no máximo 20 minutos antes da largada. As inscrições são gratuitas, porém é necessário preencher uma ficha e deixar na secretaria do clube ou enviar por email para nautica@inter.org.br.

Confira a Instrução de Regatas aqui.

Classe HPE25 disputa Campeonato Brasileiro em Ilhabela

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A Classe HPE 25 se reúne e leva o talento de seus velejadores à Ilhabela (SP), onde será realizado o 13º Campeonato Brasileiro, de 15 a 18 de junho. Há previsão de cerca de 25 embarcações alinhadas nas raias do Canal de São Sebastião, com a sede do evento no Saco da Capela, a 750 metros da Vila, o centro de Ilhabela.

A flotilha nacional de HPE 25 abrange atualmente o expressivo número de 60 barcos, o que ratifica a evolução da classe que estreou em Ilhabela em 2003 e hoje tem competições frequentes, principalmente na própria ilha, Represa Guarapiranga (SP) e Rio de Janeiro, além das atividades em Florianópolis e Salvador. O Campeonato Brasileiro de HPE 25 é disputado anualmente desde 2005 com sede alternada entre Ilhabela e Rio de Janeiro.

O Rio Sail Tech, de Victor Demaison Jr, venceu em 2016 no Rio de Janeiro. Em 2015, em Ilhabela, o título ficou com o Magoo, de Augusto Falletti. Neste ano, exímios conhecedores dos ventos e correntezas da ilha, os tripulantes locais fazem do Ginga um dos favoritos. “Apesar da conquista recente no Paulista, temos de conter o otimismo devido ao elevado nível técnico da flotilha. Nossos concorrentes são fortes e irão muito motivados para a raia”, avalia o comandante do Ginga, Breno Chvaicer.

O Ginga venceu Semana de Vela de Ilhabela na HPE 25 em 2016 e em abril deste ano conquistou o Campeonato Paulista na Represa Guarapiranga. Embalado pelo retrospecto vitorioso, o desafio do Ginga a partir de quinta-feira (15) será a luta pelo tricampeonato brasileiro, após os títulos de 2011 e 2013, ambos em Ilhabela, considerada como o quintal de casa do barco tipicamente caiçara.

Equilíbrio na raia
Apesar da força do Ginga competindo “em casa”, muitos de seus adversários podem ser colocados em condições de igualdade devido ao talento de suas tripulações. Um dos mais experientes velejadores da classe HPE 25, Rique Wanderley, comandará o sempre favorito Bond Girl. “Nas manobras, a maioria das equipes está nivelada, todos estão muito bem treinados. Nós ainda precisamos adquirir um pouco mais de velocidade para pensarmos em um bom resultado no Brasileiro”, considera o timoneiro do Bond Girl.

Wanderley adota o desempenho dos três primeiros colocados no recente Campeonato Paulista para eleger seus favoritos. “Podemos destacar Ginga, Atrevido e Phoenix com chances reais de vencer em Ilhabela. O Fábio Bocciarelli (Atrevido) tem uma equipe muito bem entrosada enquanto o Phoenix conta com as experiências de Eduardo Souza Ramos e Bochecha (André Fonseca)”, opina o velejador paulista.

O Bond Girl já esteve no alto do pódio do Campeonato Brasileiro da classe: foi campeão em 2008, em Búzios (RJ).  O barco ainda soma em sua galeria de vitórias, três títulos da tradicional Semana de Vela de Ilhabela, o último em 2015. “Não vai ser fácil para ninguém. Será um campeonato muito acirrado. A HPE 25 é, sem dúvida, a mais forte e mais disputada entre as classes one design”, conclui o comandante Wanderley.

Campeões Brasileiros da classe HPE 25*
2007 / Ilhabela – Tigre (Marcos Adler – RJ)
2008 / Búzios – Bond Girl (Rique Wanderley – SP)
2009 / Ilhabela – Tigre (Marcos Adler – RJ)
2010 /Angra dos Reis – Max (Bruno Prada – SP)
2011 / Ilhabela – Ginga (Breno Chvaicer – Ilhabela)
2012 / Rio de Janeiro – Atik (Henrique Hadad – RJ)
2013 / Ilhabela – Ginga (Breno Chvaicer – Ilhabela)
2014 / Rio de Janeiro – Relaxa (Haroldo Solberg – RJ)
2015 / Ilhabela – Magoo (Augusto Falletti – SP)
2016 / Rio de Janeiro – Rio Sail Tech (Victor Demaison Jr. – RJ)

*Em 2005 e 2006 houve disputa informal da classe. O Campeonato Brasileiro de HPE 25 teve início oficial em 2007.

Fonte: Assessoria de imprensa
Foto: Marcos Méndez

 

Emirates Team New Zealand está a uma vitória de disputar mais uma America´s Cup

O final de semana foi super agitado para os velejadores que estão na disputa pela vaga da America´s Cup. Começando pela disputa da semi-final dos playoffs que garantiram a vaga do Artemis na final.

O time de Nathan Outteridge venceu o experiente Dean Barker, comandante do SoftBank Team Japan, de virada, por 5 a 3. O Artemis chegou na raia na sexta-feira com uma vitória e três derrotas, porém, conseguiu somar quatro vitórias consecutivas, virando o jogo e garantindo a vaga na disputa contra o ETNZ na final sem que a nona regata da série fosse necessária.

Já no sábado e no domingo foram disputadas as primeiras regatas da fase final entre o Artemis e o Emirates Team New Zealand. Também em uma melhor de cinco (com nove regatas possíveis), o ETNZ venceu quatro até agora e perdeu duas. Mais uma vitória e o campeão olímpico de 49er na Rio 2016 Peter Burling garante a vaga na America´s Cup.

 

Meninas do Brasil conquistam dois ouros na Copa do Mundo de Vela

Cem por cento de aproveitamento e duas medalhas de ouro na bagagem. É assim que a Equipe Brasileira de Vela volta de Santander, na Espanha, onde acontece até domingo a etapa final da Copa do Mundo da World Sailing. Nas regatas da medalha deste sábado, dia 10, Martine Grael e Kahena Kunze garantiram o terceiro título em três etapas internacionais este ano na classe 49er FX. E Patrícia Freitas conquistou o ouro garantido antecipadamente na RS:X feminina.

“Estamos muito felizes por vencer esta etapa final da Copa do Mundo. Foi uma competição difícil, com todo mudo andando muito próximo. A gente teve um começo difícil na medal race, pois sofremos uma penalidade e tivemos de nos recuperar. A única coisa em que pensávamos é que ainda tínhamos três voltas pela frente e que poderíamos nos recuperar. E foi o que fizemos”, afirmou Martine Grael.

O lindo sábado na baía de Santander coroou um ano até aqui perfeito para Martine e Kahena, que também foram campeãs das duas outras etapas da Copa do Mundo da World Sailing, em Miami (EUA) e Hyères (FRA). As brasileiras chegaram à regata da medalha na primeira colocação geral, mas apenas três pontos à frente das britânicas Charlotte Dobson e Saskia Tidey. As campeãs olímpicas terminaram a prova em quarto lugar, duas posições à frente das adversárias, e conquistaram o ouro com 43 pontos perdidos.

Na RS:X Feminina, Patrícia Freitas disputou a regata da medalha precisando apenas evitar uma desqualificação para conquistar o ouro. Chamada de “imparável” pela mídia local após acumular cinco vitórias em 12 regatas na fase de classificação, velejou com tranquilidade. Chegou em oitavo lugar e assegurou o título com 39 pontos perdidos.

“Um ouro numa final de Copa do Mundo é um resultado excelente, e estou muito feliz! Foi ótimo velejar aqui, as condições do mar estavam incríveis, e foi também um prazer velejar com essas meninas. As regatas tiveram um nível altíssimo, com três medalhistas olímpicas. É muito legal poder vencer em uma flotilha tão competitiva”, avaliou Patrícia, referindo-se à chinesa Chen Peina e à russa Stefania Elfutina (prata e bronze nos Jogos Rio 2016), além da polonesa Zofia Noceti-Klepacka (bronze em Londres 2012).

Classificação Final 49erFX

1º Martine Grael e Kahena Kunze (BRA) – 43 p.p.
2º Charlotte Dobson e Saskia Tidey (GBR) – 50 p.p.
3º Lili Sebesi e Albani Dubois (FRA) – 57 p.p.

Classificação Final RS:X Feminina

1º Patrícia Freitas (BRA) – 39 p.p.
2º Lu Yunxiu (CHI) – 47 p.p.
3º Stefania Elfutina (RUS) – 67 p.p.

Fonte: assessoria

André Mirsky sobe no Mundial Master de Finn; Trujillo reassume a liderança

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O Mundial Master de Finn segue sendo disputado em águas caribenhas com ventos fortes. Com a realização da sétima regata, entrou o descarte, o que foi muito bom para André Mirsky, único representante brasileiro na competição. Ele conseguiu descartar um 28º lugar, conquistado na primeira regata, e subiu para 21ª colocação geral. O espanhol Rafa Trujillo, técnico de Jorge Zarif, reassumiu a ponta.

Confira os resultados em: http://bit.ly/2qXKESW