Após as Olimpíadas, velejador americano é assaltado…nos EUA

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Os Jogos Olímpicos terminaram e é hora de voltar para casa e retomar a rotina. Menos para Bora Gulari, membro do Team USA na classe Nacra 17. O velejador voltou Detroit e quando chegou no Iate Clube se deu conta que todo o seu material havia sido roubado de dentro do seu carro, na porta de casa. “Minha vida estava naquela mala”, disse ele. O material roubado nada tinha a ver com uniformes ou outro material olímpico do time americano. Na mala estavam todas as ferramentas, seu spinnaker, roupas de velejar e o bib que ele usou nos Jogos, tudo avaliado em US$ 10 mil (aproximadamente R$ 32 mil). “Isto só me faz sentir mal sobre a minha vizinhança”, disse ele. O material acabou sendo recuperado, com exceção de dois pares de óculos.

Vela poderá mudar para Tóquio 2020

As Olimpíadas do Rio foram um sucesso. A Marina da Glória, sede da competição, teve a maioria dos ingressos vendidos em todos os dias de competição, o Brasil chorou de alegria ao comemorar o ouro do argentino Santiago Lange na Nacra 17 e das brasileiras Martine Grael e Kahena Kunze, na 49er FX.

E apesar de a World Sailing ter decidido que as classes que fizeram parte da Rio 2016 também estarão em Tóquio 2020, o futuro poderá não ser bem assim. De Londres 2012 para o Rio 2016 o número de classes foi mantido, porém, com a saída do Star e do Match Race, os países que se classificaram em todas as classes para o Rio, levaram um atleta a menos.

E é nesta tecla que o Comitê Olímpico Internacional está batendo. O número total de atletas nas duas últimas edições dos Jogos foi de 10.500 e este número está mantido para o Japão. Porém, cinco novos esportes entrarão no programa e se o número vai aumentar de um lado, tem que diminuir do outro. Seis esportes estão sob a mira do COI e a vela é um deles.

“Quando o COI vem para você com este ‘problema’ como você responde? Decidimos pedir para os nossos membros que votem em uma possível mudança na decisão que tomamos quatro anos atrás sobre manter as mesmas classes para o Rio 2016 e para Tóquio 2020. Isto levará tempo, mas não temos ideia como poderemos mudar para as próximas Olimpíadas. Esta decisão não virá em novembro, na nossa reunião, mas talvez em fevereiro. Em novembro talvez consigamos apresentar uma boa solução, mas nada ainda muito certo, pois é um assunto confidencial com o COI.

Talvez entre o Kite, talvez um barco de foil. Não sei… quem sabe um velho hobby antigo meu, de fazer regatas de longa distância com equipamentos básicos em barcos one design. Estou completamente convencido que vamos conseguir alguém que forneça os barcos para as Olimpíadas de graça. Esta seria uma forma das pessoas competirem em regatas barla-sota e em uma regata de percurso…

Nada está decidido. Não vou ser eu a tomar esta decisão, será o conselho. Com certeza teremos mudanças, mas o que quero dizer é que mexeremos no mínimo  possível para que as pessoas não joguem fora seus barcos e que as nações que façam parte da World Sailing tenham problemas. Estas nações precisam desenhar um programa de quatro anos e precisamos ser rápidos”, disse Carlo Croce, presidente da World Sailing desde 2013.

 

 

Brasileiros da Nacra 17 estão na 11ª colocação geral na Rio 2016

The Rio 2016 Olympic Sailing Competition features 380 athletes from 66 nations, in 274 boats racing across ten Olympic disciplines. Racing runs from Monday 8 August through to Thursday 18 August 2016 with 217 male and 163 female sailors racing out of Marina da Gloria in Rio de Janeiro, Brazil. Sailing made its Olympic debut in 1900 and has been a mainstay at every Olympic Games since 1908. For more information or requests please contact Daniel Smith at World Sailing on marketing@sailing.org or phone +44 (0) 7771 542 131.

Isabel Swan e Samuel Albrecht, da Nacra 17, terminam o dia na 11º posição geral e ainda tem chances de entrar na medal race da classe que acontece na terça-feira (16). Os resultados de hoje (12º, 4º e 19º) complicaram um pouco a rota para a medal race da dupla brasileira.

França, Alemanha e Espanha lideram a classe que corre mais três regatas neste domingo (14).

Foto World Sailing

Scheidt sobe para quarto e entra de vez na briga por medalha na Rio 2016

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Após dois dias de uma verdadeira montanha russa sobre as ondas, oscilando entre resultados medianos e posições de liderança nas quatro provas iniciais, Roberto Scheidt conseguiu apresentar sua famosa regularidade na Rio 2016. Favorecido por ventos de até 20 nós, obteve 11º e 2º lugares nas regatas desta quarta-feira (10), disputadas fora da Baía, na raia Copacabana. Os resultados colocam o bicampeão olímpico na briga direta por medalhas na classe Laser. Scheidt soma 41 pontos perdidos e está em quarto lugar, a 4 pontos do terceiro, o holandês Rutge van Schaardenburg e a 6 do britânico Nick Thompson, segundo colocado. O líder é o croata Tonci Stipanovic, com 26.

“Como eu já esperava, a disputa está sendo muito dura aqui no Rio de Janeiro. Felizmente hoje (quarta-feira, 10) consegui melhorar. Na primeira regata fiz uma boa recuperação e na segunda velejei bem. Subir para o quarto lugar aumenta minha confiança para chegar forte na medal race e lutar com todas as minhas forças pela sexta medalha olímpica”, afirmou Scheidt, que é patrocinado pelo Banco do Brasil, Rolex, Deloitte e Audi, com os apoios de COB e CBVela. A regata da medalha será na próxima segunda-feira (15).

O terceiro dia de disputas do iatismo da Rio 2016 marcou a primeira vez que Robert terminou entre os melhores em duas regatas seguidas na competição. Na estreia, segunda-feira (8), ele finalizou a primeira disputa na 23º posição. Na segunda prova da classe Laser, esteve na frente de ponta a ponta e cruzou a linha de chegada em primeiro. Na terça, teve problemas e terminou em 27º na primeira flotilha. Na sequência, voltou para a água disposto a se recuperar novamente e conseguiu um quarto lugar. O bicampeão olímpico brasileiro folga nesta quinta-feira (11) e volta a competir na sexta (12).

Uma medalha no Rio de Janeiro significará marcas históricas para Robert. Se subir ao pódio, será o primeiro atleta, entre todas as classes do iatismo, a somar seis conquistas na vela. E isso em seis edições consecutivas dos Jogos, considerando todos os esportes. A disputa da classe Laser na Rio 2016 terá 10 regatas, duas por dia, e a medal race (regata da medalha) no dia 15.

A lituana Gintare Scheidt, esposa de Robert e uma das favoritas ao ouro na Laser Radial, somou um 12º e um 5º lugares nas regatas desta quarta-feira. Com isso, segue na 6º colocação na classificação geral, com 34 pontos perdidos.  A brasileira da classe, Fernanda Decnop não conseguiu velejar bem e terminou o dia na 23ª colocação.

Foto World Sailing

Pavel Sozykin, da 470, está fora da Rio-2016 por doping

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O velejador russo Pavel Sozykin, de 28 anos, da classe 470 masculina não passou nos exames antidoping e está fora da Rio-2016. Como a classe é disputada em dupla, a World Sailing (Federação Internacional de Vela) informou que o comitê olímpico da Rússia pode indicar um substituto para o velejador que ocupa, junto com Denis Gribanov que segue nos jogos, a 12ª colocação no ranking geral da classe.

A World Sailing ainda informou a liberação provisória de seis velejadores russos para as Olimpíadas do Rio de Janeiro. O país do leste europeu está envolvido em escândalos de doping que começou no Atletismo e está se espalhando por diversos esportes. Após tantos exames positivos, o COI (Comitê Olímpico Internacional) decidiu que é responsabilidade das federações de cada esporte decidir os atletas que estão elegíveis para os Jogos.

Os outros seis atletas classificados seguem nos Jogos, mas ainda estão sujeitos a novos testes. A decisão, divulgada hoje, aguarda a confirmação do Tribunal de Arbitragem do Esporte (CAS).

A Rússia já perdeu mais de 100 atletas da delegação e o COI ainda aguarda decisões para divulgar o número final.

Confira a lista dos atletas confirmados:

Stefania Elfutina (RS:X Feminina)
Maksim Oberemko (RS:X Masculina)
Liudmila Dmitrieva (470 Feminina)
Alisa Kirilyuk (470 Feminina)
Sergey Komissarov (Laser)
Denis Gribanov (470 Masculina)

Semana Internacional de Vela do Rio se consolida como maior evento internacional do país

A Semana Internacional de Vela do Rio terminou neste sábado no Iate Clube do Rio de Janeiro entrando para a história no esporte no país. Por ser a última grande competição antes dos Jogos Olímpicos, o evento reuniu nada menos que 174 barcos, 251 velejadores de 50 países, um número nunca antes visto no Brasil.

A competição foi dividida em três fases, durante doze dias. Os primeiros a irem para a água foram os 49er, 49erFX e RS:X masculino e feminino. Depois foi a vez dos Laser Radial e Standard, Nacra 17 e Finn. No sábado a competição encerrou com as classes 470 masculino e feminino. A vitória ficou com a dupla russa Alisa Kiriluk            Luidmila Amitnieva. Fernanda Oliveira e Ana Barbachan ficaram em segundo feminino e terceiro geral.

O resultado completo de todas as regatas pode ser visto aqui.

Às vésperas das Olimpíadas, Robert Scheidt vence Semana Internacional do Rio

Terminou na última segunda-feira no Iate Clube do Rio de Janeiro a segunda fase da Semana Internacional de Vela do Rio de Janeiro. Quatro classes estiveram na água, incluindo a Laser Standard, que teve Robert Scheidt como campeão, e a Finn, que viu Jorginho Zarif ficar com a prata.

A partir do dia 8 Robert estará nas águas da Guanabara para a disputa da sua sexta e última olimpíada e a SIVRio serviu como um treino, dando mais confiança para o atleta, que brigará pela sua sexta medalha. A classe Laser Standard contou com 34 inscritos, de 24 países e mesmo vencendo apenas uma das oito regatas, Scheidt abriu 24 pontos de vantagem sobre o canadense Lee Parkhill.

Já Jorginho chegou a liderar a competição, porém uma desclassificação por conta de uma bandeira preta na sétima regata fez com que ele caísse para a segunda colocação, encerrando com a prata. O ouro ficou com o neozelandês Joel Junior.

Na Nacra 17, Samuel Albrecht e Isabel Swan acabaram não completando ou não largando em duas das 11 regatas disputadas e encerraram a participação em 9º lugar. O título ficou com o time dinamarquês comandado por Allan Norregaard.

Já na Laser Radial, Annalise Murphy, quarto lugar em Londres 2012, foi a grande vencedora. Fernanda Decnop, que também não largou ou não terminou três das oito regatas, ficou com a nona colocação.

Desde esta terça-feira quem está na água é a turma do 470 masculino e feminino. A competição termina na sexta-feira, dia 22. O resultado completo pode ser visto aqui.

 

Scheidt e Zarif lideram Semana Internacional de Vela do Rio

A segunda fase da Semana Internacional de Vela do Rio começou com vento forte e disputas acirradas nas raias olímpicas da baía de Guanabara. Depois dos 49er, 49erFX e RS:X masculino e feminino, estão na água as classes Laser Standard, Laser Radial, Finn e Nacra 17.

Após seis regatas, Jorginho Zarif é o líder da classe Finn. O paulista, que passa boa parte do ano treinando em águas cariocas, tem provado que será forte candidato a medalha nas Olimpíadas. Na SIVRio, a classe conta com 18 inscritos, de 13 países.

Na Laser Standard, Robert Scheidt lidera com dez pontos de vantagem sobre o francês JB Bernaz. O Rio 2016 será a última olimpíada de Scheidt e, se depender de como ele tem velejado na SIVRio, a medalha virá na certa.

Na Laser Radial, Annalise Murphy, da Irlanda é a primeira colocada com folga. Fernanda Decnop, nossa representante olímpica, aparece em sexto após seis regatas.

Na Nacra a disputa está bem acirrada, com apenas quatro pontos separando os três primeiros. A dupla dinamarquesa comandada por Allan Norregaard aparece em primeiro, seguida pelos argentinos comandados por Santiago Lange e pelos italianos comandados por Vittorio Bissaro.

As regatas para estas três classes se encerram nesta segunda e apartir de amanhã apenas os 470 estarão na água.

Para ver os resultados completos da competição clique aqui.

 

Australianos vencem primeira etapa da Semana Internacional de Vela do rio

Terminou nesta quinta-feira no Iate Clube do Rio de Janeiro a primeira fase da Semana Internacional de Vela. O evento contou com a presença das classes 49er, 49erFx e RS:X masculino e feminino.

Para os skiffs, a competição teve seis regatas bastante disputadas, que provaram que os times estrangeiros que vão para as Olimpíadas realmente fizeram a lição de casa quando o assunto é baia de Guanabara.

Entre os homens do 49er, os australianos Nathan Outteridge e Iain Jensen ficaram com o título, desbancando os favoritos Peter Burling e Blair Tucke, da Nova Zelândia, que ficaram em terceiro. Os poloneses Lukasz Przybytek e Pawer Kolodzinski completaram o pódio, na segunda colocação.

Já entre as meninas do 49erFX, o título ficou com as argentinas Victoria Travascio e Maria Sol Branz, medalha de ouro no Pan de Toronto. Martine Grael e Kahena Kunze, líderes do ranking mundial chegaram a vencer a última regata, porém uma desclassificação na segunda regata fez com que elas terminassem na quarta colocação geral.

Para as pranchas, o quórum foi baixo, devido a um evento organizado pelos técnicos olímpicos na semana anterior e o título da feminina ficou com a brasileira Bruna Martinelli e na feminina com o venezuelano Daniel Flores.

Nesta sexta-feira começou a segunda fase da competição, com regatas para as classes Nacra 17, Finn, Laser  Laser Radial.

Os resultados completos podem ser vistos aqui.

 

Semana Internacional de Vela do Rio começa nesta segunda-feira com atletas olímpicos velejando em família

A partir desta segunda-feira as águas da baía de Guanabara vão receber os atletas olímpicos para a última competição oficial antes da Rio 2016. Trata-se da Semana Internacional de Vela do Rio, disputada até o dia 22 no Iate Clube do Rio de Janeiro, que contará com a presença das dez classes olímpicas, divididas em três etapas de competição.

Os primeiros a irem para a água são os 49er, 49er FX e RS:X masculino e feminino, cuja disputa se encerra no dia 14 de julho. A partir do dia 15 são os velejadores de Nacra 17, Finn, Laser e Laser Radial que irão movimentar a Guanabara. Já entre os dias 19 e 21 as regatas serão exclusivas da 470 masculina e feminina.

Dentre os nomes confirmados de velejadores de mais de 20 países, estão grandes nomes da nomes da vela mundial, como o argentino Santiago Lange, bronze na classe Tornado em Atenas e Pequim e que vai para a sua quinta olímpiada; a inglesa Bryony Shaw, bronze em Pequim na RS:X, as neozelandesas Alex Maloney e Moly Meech, candidatas ao ouro na 49er FX, e as espanholas Tamara Echegoyan e Beta Betanzos, ouro em Londres na classe Match Race.

Santiago merece um destaque especial, uma vez que esta será a primeira olimpíada na qual ele contará com o apoio dos filhos, que também estarão na SIVRio. Yago e Klaus Lange se classificaram na classe 49er. O trio, no entanto, não é exceção quando o assunto é família nas Olimpíadas. Muitos irmãos que estarão competindo na Rio 2016 também irão participar da SVRio, como é o caso chilenos Benjamin e Cristoban Grez, também da 49er, dos irmãos Mariana e Alejandro Foglia (ela veleja na Nacra 17 ao lado do marido Pablo Defazio, e ele veleja na Finn) e dos brasileiros Martine e Marco Grael, ambos da 49er.