Classes olímpicas da Rio 2016 deverão ser confirmadas para Tóquio 2020 diz Federação Internacional

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Carlo Croce, presidente da World Sailing, divulgou um comunicado nesta quinta-feira confirmando que as 10 classes que fazem parte do programa olímpico serão indicadas para Tóquio 2020. O COI colocou a vela em uma lista de esportes que deveria sofrer alguma mudança no número de atletas, porém, após a conferência anual da Federação Internacional, a decisão foi de manter as classes e ainda adicionar uma 11ª, mantendo o número de atletas em 380. Esta decisão permitirá que sejam mantidos os projetos criados em torno destas classes para o último ciclo olímpico. Além disso, a World Sailing também quer apresentar uma outra classe como demonstração, o que faria com que o número de atletas ficasse acima da cota.

Em relação à igualdade de gêneros, o número de homens e mulheres poderá ser alterado para 2020 e só poderá ser igual em 2024.

Público elege foto mais bonita no concurso Mirabaud Yacht Racing Image

Já está no ar o concurso mais bonito da vela mundial, o Mirabaud Yacht Racing Image, que reúne 80 das mais lindas fotos de vela tirada ao longo deste ano e no final de 2015. Concorrem fotógrafos do mundo todo, incluindo alguns que estiveram presentes nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, como Jesús Renedo, Pedro Martinez, Matias Capizzano, Daniel Forster, Juerg Kauffmann, Martial Gobet, Gilles Martin-Raget, Richard Gladwell, dentre outros.

Cada fotógrafo pode inscrever apenas uma foto e concorre a três prêmios: Mirabaud Yacht Racing Image, maior prêmio do concurso, entregue para a melhor foto eleita por um painel de especialistas; Yacht Racing Forum Award, foto mais votada pelos 700 delegados que participam da Conferência Anual da Federação Internacional e pelos os 300 delegados que participam do Yacht Racing Forum, dentre 20 escolhidas por um painel de especialistas; e Public Prize, que elege a foto mais bonita na opinião do público.

Para votar nesta última categoria, clique aqui e escolha a(s) mais bonita(s).

 

Austrália ganha dois ouros na última competição de vela paralímpica da história

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Terminou neste sábado na Marina da Glória a competição de vela paralímpica.  Das três medalhas de ouro que estavam em disputa a Austrália venceu duas com Daniel Fitzgibbon e Liesl Tesch na Skud 18 e Colin Harrison, Russell Boaden e Jonathan Harris na Sonar, e ainda levou mais uma prata para casa com Matthew Bugg na 2.4. O título ficou com o francês Damien Seguin. O Brasil encerrou sua participação em 16º na 2.4 com Nuno Santa Rosa, 8º no Skud com Bruno Landgraf e Marinalva Almeida, e 11º na Sonar com Marcão, Jamaica e Herivelton.

Apenas uma regata foi disputada neste sábado para cada classe, na raia do Pão de Açúcar, bem próximo aos mais de mil expectadores que compareceram na marina da Glória para acompanhar de perto a última disputa da vela em Paralimpíadas.

Para ver os resultados completos, clique aqui.

Paralimpíadas: Austrália garante dois ouros por antecipação na Skud 18 e na Sonar

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A vela nas Paralimpíadas do Rio 2016 chegam ao fim neste sábado porém os australianos Daniel Fitzgibbon e Liesl Tesch já nem precisam mais competir. A dupla conquistou a medalha de ouro na classe Skud pela segunda vez com duas regatas de antecipação e termina o dia com 31 pontos de vantagem sobre John McRoberts e Jackie Gay, do Canadá, segundos colocados. Colin Harrison, Russell Boaden e Jonathan Harris, também da Austrália, na classe Sonar, estão na mesma situação. O trio abriu 24 pontos sobre os americanos Alphonsus Doerr, Hugh Freund e Bradley Kendell, segundos colocados, e já garantiu o lugar mais alto no pódio. O país ainda pode ganhar mais um ouro na classe 2.4 com Matthew Bugg, primeiro colocado, com quatro pontos de vantagem.

O Brasil não tem mais chance de medalha, mas estará na água nas três classes neste sábado a partir das 12h. Quem quiser assistir de perto as competições e as cerimônias de medalha, pode garantir o ingresso clicando aqui.

Para ver o resultado completo após 10 regatas, clique aqui.

Austrália domina vela paraolímpica

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A quinta feira terminou verde e amarela na Marina da Glória. Mas não foi por causa do Brasil e sim por causa da Austrália, que lidera nas três classes. O vento bom permitiu a realização de três regatas para a classe 2.4 e duas para a Skud e Sonar, fazendo com que o programa voltasse ao normal, sem nenhuma regata em atraso. O Brasil aparece em 13º na Sonar, 8º na Skud e 16º na 2.4. Para esta sexta-feira estão programadas duas regatas para cada classe, com largada às 13h. No sábado haverá apenas uma regata, seguida pela cerimônia de premiação. Para ver os resultados completos, clique aqui.

Vento forte marca o terceiro dia da vela paralímpica       

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Se nesta terça-feira o dia foi devagar, com vento fraco e regatas canceladas, a quarta-feira foi totalmente o oposto. O vento forte que soprou com até 20 nós permitiu a realização de três regatas para as três classes paralímpicas de vela. A Austrália lidera nas classes Sonar e Skud, enquanto a Alemanha lidera na 2.4. O Brasil aparece em 12º na Sonar, 9º na Skud e 15º na 2.4. O resultado completo pode ser visto aqui. Para esta quinta-feira estão previstas mais duas regatas, com largada a partir das 12h.

Falta de vento marca segundo dia da vela paralímpica

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O segundo dia de regatas das Paralimpíadas do Rio 2016 foi marcado por muita espera. O vento, que estava fraco e vindo da direção errada, fez com que as Comissões de Regata das duas raias deixassem os velejadores esperando em terra até ter as melhores condições possíveis para velejar. Quando foi 14h30 foi dado o sinal sonoro que indicava a liberação para os barcos irem para a água. Apenas uma regata foi realizada para as classes Skud e Sonar. Os velejadores de 2.4 acabaram voltando para terra sem completar a prova. Para esta quarta-feira estão programadas três regatas para cada classe e o Brasil entra na água com Nuno Santa Rosa em 13º na Skud, Bruno Landgraf e Marinalva Almeida em 9º na Skud e Marcão, Jamaica e Herivelton em 11º na Sonar. Os resultados completos podem ser vistos aqui.

Vela brasileira estreia nos Jogos Paralímpicos

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Depois de muita espera, finalmente a vela estreou nos Jogos Paralímpicos Rio 2016. O dia foi marcado por um sol forte e vento médio nas raias do Pão de Açúcar e Escola Naval. O Brasil não fez uma estreia muito boa, terminando o dia em 13º na Sonar, 8º no Skud 18 e 13º no 2.4. A Austrália domina as classes Sonar e Skud, enquando a Alemanha lidera na 2.4. Os resultados completos podem ser vistos aqui. Para esta terça-feira estão programadas mais duas regatas para cada classe. Quem quiser acompanhar de perto as competições, pode garantir o seu ingresso em: http://bit.ly/2bDT3Ux

Especial Velejadores Paralímpicos: Marcão, Jamaica e Herivelton

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Antonio Marcos do Carmo e José Matias Gonçalves de Abreu são mineiros. Herivelton Ferreira é brasiliense. Nascidos longe do mar, os três são os representantes paralímpicos brasileiros…. na vela! O trio compete na classe Sonar e arranca sorrisos por onde passa. Sempre animados e com sotaques divertidos, são categóricos em dizer que, quem veleja pela primeira vez, não quer parar jamais.

José e Marcos competem juntos há cinco anos e contavam com o reforço de Tui Oliveira, que acabou sendo substituído por Herivelton há pouco mais de dois meses por conta de uma doença.

“Comecei a velejar em 2011 na Lagoa dos Ingleses, através de um convite de um amigo. Dois meses depois corri meu primeiro campeonato Brasileiro de Sonar e fomos vice-campeões. No mesmo ano comece a velejar no exterior e aí não parei mais”, conta José, mais conhecido como Jamaica. Ele nasceu com uma doença chamada Osteogênese Imperfeita (ou Ossos de Vidro), que deixa os ossos fragilizados, fazendo com que se quebrem com facilidade. Aos 28 anos, o mais jovem integrante do time brasileiro já teve mais de 70 fraturas. Iniciou um tratamento em 2002 e em 2007 estava praticamente curado.

O primeiro contato de Marcão com a vela também foi através de um amigo, na mesma lagoa, em setembro 2006. O gosto pela competição veio em dezembro do mesmo ano, em São Paulo, com um quarto lugar no Campeonato Brasileiro. De lá para cá, outros bons resultados deram um impulso na carreira do velejador. Aos 11 anos Marcão foi atropelado saindo da escola e sofreu uma lesão na coluna, deixando sua perna direita dormente e sem sensibilidade. Anos mais tarde, após muitas lesões, acabou optando por amputar o membro e hoje leva uma vida até mais ativa do que antes.

Em 2011 Marcão, Tui e Jamaica começaram a velejar juntos e a competir fora do país. O sonho paralímpico dos três veio em 2013, mas o Brasil possuía apenas um barco da classe Sonar e era difícil treinar assim. Há pouco mais de um ano, no entanto, mais três barcos foram adquiridos e uma base de treinamento foi montada no Clube Naval Charitas, em Niterói. Os três não se mudaram para o Rio de Janeiro, como Bruno Landgraf e Marinalva Almeida, da classe Skud, porém passavam cerca de 20 dias por mês treinando na Guanabara. Continuar lendo “Especial Velejadores Paralímpicos: Marcão, Jamaica e Herivelton”

Especial Velejadores Paralímpicos: Bruno Landgraf e Marinalva de Almeida

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Fé e determinação. É assim que Marinalva de Almeida e Bruno Landgraf definem um ao outro. Os dois serão os representantes brasileiros na classe Skud 18 nos Jogos Paralímpicos Rio 2016 e esperam poder contar com a torcida para concluir a competição no top cinco.

Ex-goleiro do São Paulo Futebol Clube, Bruno está indo para a sua segunda Paralimpíada. Em Londres 2012 disputou a mesma classe ao lado de Elaine Cunha. Por indicação de uma amiga, a doutora Linamara Riso, do Time São Paulo (uma parceria do Governo do Estado, com o Comitê Paralímpico Brasileiro e a Secretaria dos Direitos da Pessoa com Deficiência), em 2013 ele e Marinalva acabaram se conhecendo e, por se darem muito bem a bordo, ela acabou virando a nova parceira paralímpica. Marinalva também é amante dos esportes e, dentre outras atividades, gosta de correr e disputou, de muletas, a São Silvestre e é detentora do recorde de salto em distância.

Para ambos a sensação quando subiram em um barco pela primeira vez foi a mesma: de liberdade. “Para fazer a maioria das coisas eu preciso de ajuda. Quando estamos no barco, somos nós que tomamos as decisões, não precisamos da ajuda de ninguém. É uma sensação incrível de liberdade. Quem nunca velejou e sobe em um barco pela primeira vez, não quer parar mais. É muito gostoso”, disse Bruno.

Além do amor pelo mar, os dois dividem uma triste estatística: a dos brasileiros que adquiriram algum tipo de deficiência por conta de acidentes de trânsito. Estima-se que hoje mais de 24 milhões de pessoas no país sejam deficientes e que 30% delas tenham adquirido a deficiência em acidentes automobilísticos. Continuar lendo “Especial Velejadores Paralímpicos: Bruno Landgraf e Marinalva de Almeida”